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Curso Técnico Subsequente em Cozinha

1. Apresentação

2. Objetivos
3. Dados gerais
4. Perfil Profissional de Conclusão de Curso
5. Organização Curricular contendo as informações relativas à estrutura do Curso
5.1 Ementas e conteúdos das disciplinas
6. Matriz Curricular
7. Sistema de avaliação



1. APRESENTAÇÃO

O Curso Técnico em Cozinha vem ao encontro da necessidade da formação do Técnico numa perspectiva de totalidade, articulando trabalho, cultura, ciência, tecnologia e tempo, visando o acesso ao universo de saberes e conhecimentos científicos e tecnológicos produzidos historicamente. Assim, esse curso possibilita uma nova forma de atendimento em que o educando possa compreender o mundo, compreender-se no mundo e nele atuar na busca de melhoria das próprias condições de vida.
A organização dos conhecimentos no Curso Técnico em Cozinha enfatiza o resgate da formação humana em que o aluno, como sujeito histórico, produz sua existência pelo enfrentamento consciente da realidade dada, produzindo valores de uso, conhecimentos e cultura por sua ação criativa. Assim, os componentes curriculares integram-se e articulam-se assegurando que os saberes científicos e tecnológicos sejam a base da formação técnica.

2. OBJETIVOS

a) Proporcionar desenvolvimento pessoal e profissional, através do conhecimento científico, tecnológico e cultural, considerando os aspectos humano, econômico e social.
b) Oportunizar participação social integrando o conhecimento técnico com conhecimento prático e científico no processo produtivo da comunidade na qual está inserido com a finalidade de oportunizar as condições necessárias à existência humana.
c) Propiciar a identificação dos equipamentos, utensílios e ingredientes utilizados na gastronomia;
d) Propiciar conhecimento teórico-prático sobre as técnicas gastronômicas utilizadas em Cozinha Quente, Cozinha Fria, Confeitaria, Panificação, Cozinha Brasileira e Cozinha Internacional;
e) Valorizar os saberes tácitos na construção dos conhecimentos científicos.

3. DADOS GERAIS DO CURSO

Habilitação Profissional: Curso Técnico em Cozinha
Eixo Tecnológico: Hospitalidade e Lazer
Forma: Subsequente
Carga horária total do curso: 1000 h/a ou 833 h
Regime de funcionamento: de 2ª a 6ª feira, no(s)período(s).manhã, tarde e/ou noite)
Regime de matrícula: Semestral
Número de vagas: 40
Período de integralização do curso: mínimo 01 (um) ano, máximo 05 (cinco) anos
Requisitos de acesso: Egressos do Ensino Médio
Modalidade de oferta: Presencial

4. Perfil Profissional de Conclusão de Curso



O Técnico em Cozinha detém conhecimentos científicos-tecnológicos que lhe permitem atuar de forma consciente na sociedade e no mundo do trabalho. Atua na organização da cozinha, na seleção e no preparo da matéria-prima. Participa da elaboração e organização dos pratos do cardápio. Executa cortes e métodos de cozimento, utilizando as práticas de manipulação de alimentos. Opera e mantêm equipamentos e maquinário de cozinha. Armazena diferentes tipos de gêneros alimentícios, controla estoque, consumo e custos.

5. Organização Curricular contendo as informações relativas à estrutura do Curso



O Curso Técnico em Cozinha em nível médio na modalidade Subsequente será organizado na forma presencial e semestral, com dois semestres e carga horária de 1000 h/a ou 833 h.

5.1 Ementas e conteúdos das disciplinas:

1. BEBIDAS EM GASTRONOMIA

Carga horária total: 60 h/a – 50 h

EMENTA: Estudo da origem e produção de bebidas destiladas, fermentadas e compostas, bem como as técnicas de preparo e serviços de coquetéis e “drinks”.

CONTEÚDOS:
• Bebidas alcoólicas;
• Bebidas não alcoólicas;
• Bebidas em gastronomia;
• Introdução a enologia:
- História do vinho;
- Processo de fabricação;
- Tipos de uvas;
- Tipos de vinho;
- Regiões produtoras;
- Como conhecer um bom vinho;
- Serviço;
- Degustação e harmonização;
• História da coquetelaria e das bebidas;
• Características e tipologia dos bares;
• Categoria e decoração dos coquetéis;
• Apresentação e manuseio dos utensílios do bar;
• Práticas de elaboração de coquetéis (sugestão: Short drinks, Long drinks e tropicais, Coquetéis médios, Grogs e coquetéis sem álcool entre outros);
• Elaboração de cardápio de um bar;
• Como bebe o mundo;
• Teor alcoólico das bebidas;
• Vendas, promoções e sugestões para bares;
• Regras sobre a venda de bebidas alcoólicas;
• Técnicas de baristas.

BIBLIOGRAFIA
BRIAN, K. J. Manual de bebidas. Portugal: Cetop, 1994.
FREUND, F. T. Alimentos e Bebidas – uma visão gerencial
JAKSON, M. Guia Internacional do Bar. São Paulo: Abril Cultural, 1980
LOBO, L. Coquetéis: Monet Gastronomia. São Paulo: Globo, 2005.
MARQUES, J. A. Manual de restaurante e bar. Rio de Janeiro: Thex, 2002.
SABINO, J. Cocktails e técnicas de bar. Portugal: Diagonal, 1995.
VIEIRA, S. M. Barman perfil profissional, técnicas de trabalho e mercado. SENAC: Rio de Janeiro, 2002.


2. COZINHA BRASILEIRA

Carga horária total: 160 h/a – 133 h

EMENTA: Estudo da Gastronomia Brasileira e suas especificidades regionais.

CONTEÚDOS:
• Culinária por regiões:
- Norte;
- Nordeste;
- Centro-Oeste;
- Sudeste
- Sul
• Receitas Típicas;

BIBLIOGRAFIA
CASCUDO, Luis da Câmara. História da alimentação no Brasil. São Paulo: Global, 2004.
FERNANDES, Caloca. Viagem Gastronômica Através do Brasil. 8ª edição. São Paulo: Editora Senac, 2007.
ATALA, Alex. Por uma Gastronomia Brasileira. São Paulo:BEI, 2005.
COMPANHIA EDITORA NACIONAL (org). Comer Bem - Dona Benta. 75ª edição. São Paulo: Editora Ibep Nacional, 2003.
COUTO, Cristiana. Arte de Cozinha - Alimentação e Dietética em Portugal e no Brasil. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2007.


3. COZINHA FRIA

Carga horária total: 100 h/a – 83 h

EMENTA: Estudo da Gastronomia fria e decoração com alimentos.

CONTEÚDOS:
• O Garde manger;
• Temperos da culinária fria;
• Preparação de:
- Saladas;
- Hors d'oeuvres;
- sopas frias;
- aspics;
- charcuterie;
• criação dos elementos decorativos;
• preparação de arranjos feitos com alimentos:
- esculturas em vegetais;
- esculturas em gelo.

BIBLIOGRAFIA
BARRETO, R. L. P. Passaporte Para o Sabor. São Paulo: SENAC, 2000.
CASTELLI, G. Administração Hoteleira. Caxias Do Sul: Educs, 1999.
FREUND, T. Técnicas de Alimentos e Bebidas. Rio De Janeiro: Infobook, 2000.
KINTON, R. Enciclopédia dos Serviços de Alimentação. São Paulo: Varella, 1998.
ORNELLAS, L. H. Técnica Dietética: Seleção e Preparo de Alimentos. São Paulo: Atheneu, 1995.


4. COZINHA INTERNACIONAL

Carga horária total: 160 h/a – 133 h

EMENTA: Estudo da Gastronomia internacional, Cozinhas clássicas e contemporâneas.

CONTEÚDOS:
• Cozinha das Américas;
• Cozinha do Oriente Médio;
• Cozinhas Asiáticas;
• Cozinha da Oceania;
• Cozinha Francesa;
• Cozinha Italiana;
• Outras Cozinhas Européias.

BIBLIOGRAFIA
WALDMAN, Marta. Cozinha Espanhola. 1ª edição. São Paulo: Melhoramentos, 2005. (Coleção Som e Sabor).
CAUVIN, Veronique. A Cozinha Francesa. 1ª edição. Casa Verde – SP: Larousse do Brasil, 2008.
ACHARYA, Vijay. A Cozinha Indiana. 1ª edição. Casa Verde – SP: Larousse do Brasil, 2008. (Coleção Cozinha das Sete Famílias).
RIZZO, Caterine. A Cozinha Italiana. 1ª edição. Casa Verde – SP: Larousse do Brasil, 2008. (Coleção Cozinha das Sete Famílias).
FUKUOKA, Yasuko. A Cozinha Japonesa. 1ª edição. São Paulo: Marco Zero, 2009.


5. FUNDAMENTOS DO TRABALHO

Carga horária total: 40 h/a – 33 h

EMENTA: O Trabalho humano nas perspectivas ontológicas e histórica; o trabalho como realização da humanidade, como produtor da sobrevivência e da cultura; o trabalho como mercadoria no industrialismo e na dinâmica capitalista. As transformações no mundo do trabalho: tecnologias, globalização, qualificação do trabalho e do trabalhador.

CONTEÚDOS:
• O ser social;
• Mundo do trabalho;
• Sociedade
• Dimensões do trabalho humano;
• Perspectiva histórica das transformações do mundo do trabalho;
• O trabalho como mercadoria: processo de alienação;
• Emprego, desemprego e subemprego;
• O processo de globalização e seu impacto sobre o mundo do trabalho;
• O impacto das novas tecnologias produtivas e organizacionais no mundo do trabalho; qualificação do trabalho e do trabalhador;
• Perspectivas de inclusão do trabalhador na nova dinâmica do trabalho.

BIBLIOGRAFIA
CHESNAIS, F. Mundialização do capital. Petrópolis: Vozes, 1997.
FROMM, E. Conceito marxista de homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1979.
GENRO, T. O futuro por armar. Democracia e socialismo na era globalitária. Petrópolis: Vozes, 2000.
GENTILI, P. A educação para o desemprego. A desintegração da promessa integradora. In. Frigotto, G. (Org.). Educação e crise do trabalho: perspectivas de final de século. 4 ed. Petrópolis: Vozes, 2000.
GRAMSCI, A. Concepção dialética da história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978.
HOBSBAWM, E.. A era dos extremos - O Breve Século XX - 1914-1991. São Paulo: Editora da UNESP, 1995.
JAMESON. F. A cultura do dinheiro. Petrópolis: Vozes, 2001.
LUKÁCS, G. As bases ontológicas do pensamento e da atividade do homem. Temas de Ciências Humanas. São Paulo: [s.n], 1978.
MARTIN, H. P.; SCHUMANN, H. A armadilha da globalização: O assalto à democracia e ao bem-estar. São Paulo: Globo, 1996.
NEVES, L.M. W. Brasil 2000: nova divisão do trabalho na educação. São Paulo: Xamã, 2000.
NOSELLA, P. Trabalho e educação. ln: Frigotto, G. (Org.). Trabalho e conhecimento: dilemas na educação trabalhador. 4 ed. São Paulo:Cortez, 1997.
SANTOS, B. Reinventando a democracia. Entre o pre-contratualismo e o pós-contratuialismo. In: Beller, Agnes et al. A crise dos paradigmas em ciências sociais. Rio de Janeiro: Contraponto, 1999.


6. HIGIENE E SEGURANÇA ALIMENTAR

Carga horária total: 80 h/a – 67 h

EMENTA: Estudo das técnicas e procedimentos no preparo e manipulação dos alimentos levados ao consumo público, em conformidade com as boas práticas de higiene e inspeção sanitária, visando a saúde e o bem-estar do consumidor.

CONTEÚDOS:
• Controle de perigos: definição e qualificação;
• Perigos químicos, físicos, biológicos e alergênicos;
• Microbiologia básica;
• Contaminação alimentar;
• Controle dos perigos e ações corretivas;
• Registros e coleta de amostras;
• Layout: instalações físicas e equipamentos;
• Estrutura física;
• Controle de água;
• Controle de pragas;
• Recebimento, armazenamento e transporte de mercadorias;
• Pré-preparo, preparo e comercialização de alimentos;
• Controle da saúde do manipulador;
• Comportamento no trabalho;
• Higienização de superfícies e higiene pessoal, de equipamentos e de utensílios;
• Controle de fornecedores;
• Pré-preparo e preparo de alimentos;
• Posicionamento de alimentos;
• Utilização de sobras;
• Legislação vigente ANVISA Resolução nº 216;
• Saúde e higiene do manipulador;
• Acidentes de trabalho: conceito, causas e conseqüências;
• Equipamentos e utensílios utilizados na cozinha: funções e características;
• Equipamentos de proteção individual (uniformes, calçados, luva, protetor auricular, etc.);
• Ergonomia;
• Primeiros socorros na cozinha.

BIBLIOGRAFIA
FONSECA, M. T. Tecnologias gerenciais de restaurantes. São Paulo: SENAC, 2002.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE REFEIÇÕES COLETIVAS (ABERC). Informativo técnico, 1996 (não publicado).
ARRUDA, G. A. Manual de boas práticas: hotéis e restaurantes – Volume I. São Paulo: Ponto Crítico, 1997.
ARRUDA, G. A. Manual de boas práticas: unidades de alimentação e nutrição – Volume II. São Paulo: Ponto Crítico, 1998.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE REFEIÇÕES COLETIVAS (ABERC). Manual ABERC de práticas de elaboração e serviço de refeições para coletividades. São Paulo: 1998.
BRYAN, F.L. Análise de risco nas empresas de alimentos. Higiene Alimentar, 6 (21): 14-17, 1992.
FRANCO. B. D. G.; LANDGRAF, M. Microbiologia dos Alimentos. São Paulo: Atheneu, 2003.
HAZELWOOD, D.; M. C. LEAN, A. C. Manual de higiene para manipuladores de alimentos. São Paulo: Varela, 1994.
TEICHMANN, Ione. Tecnologia culinária. Caxias do Sul: Educs, 2000.
Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução nº 216 de 15/09/2004.
7. HISTÓRIA, ARTE E CULTURA DA GASTRONOMIA

Carga horária total: 40 h/a – 33 h

EMENTA: A história da alimentação na formação das sociedades, bem como as es especificidades da gastronomia na atualidade.

CONTEÚDOS:
• As transformações no processo histórico na gastronomia mundial;
• História da gastronomia a origem de suas práticas diárias em serviços de restaurante;
• Ritos e rituais à mesa;
• O consumidor: “tabus alimentares e simbolismo”;
• Processos de aculturação na gastronomia.

BIBLIOGRAFIA
BARRETO, R. L. P. Passaporte Para o Sabor. São Paulo: SENAC, 2000.
CASTELLI, G. Administração Hoteleira. Caxias Do Sul: Educs, 1999.
FREUND, T. Técnicas de Alimentos e Bebidas. Rio De Janeiro: Infobook, 2000.
KINTON, R. Enciclopédia dos Serviços de Alimentação. São Paulo: Varella, 1998.
ORNELLAS, L. H. Técnica Dietética: Seleção e Preparo de Alimentos. São Paulo: Atheneu, 1995.
TEICHMANN, I. T. M. Cardápios: Técnicas e Criatividade. Caxias do Sul: Educs, 1987.
TEIXEIRA S. F. M. G. Administração Aplicada às Unidades de Alimentação e Nutrição. São Paulo: Atheneu, 1997.

8. NOÇÕES DE NUTRIÇÃO NA GASTRONOMIA

Carga horária total: 40 h/a – 33 h

EMENTA: Estudo da nutrição e da alimentação relacionadas a gastronomia.

CONTEÚDOS:
• Características dos alimentos: físicas, químicas, biológicas e sensoriais;
• Classificação dos alimentos e nutrientes:
- frutas, legumes e verduras (FLV) e ovos;
- carnes: bovina, suína, aves e miúdos, pescados, entre outras;
- leguminosas e cereais;
- Especiarias e ervas aromáticas;
- Açúcares e gorduras;
- Leite e derivados;
- Massas alimentícias;
• Combinação de alimentos de acordo com a sua classificação;
• Classificação, identificação, características, critérios de aceitação e rejeição, embalagens, recebimento, conservação e armazenamento;
• Diminuição do desperdício por meio da otimização no uso de alimentos;
• Medidas caseiras e unidades de medidas de alimentos e bebidas;
• Cálculo de frações e quantidades;
• Tipos de cardápios;
• Redação e elaboração de fichas técnicas;
• Definição, finalidade, itens, tipos, validade de cardápio;
• Planejamento, elaboração e "layout" de cardápios.

BIBLIOGRAFIA
SALINAS, Rolando D. Alimentos e Nutrição: Introdução à Bromatologia. 3ª edição. Porto Alegre: Artmed, 2002.
PHILIPI, Sonia Tucunduva. Nutrição e Técnica Dietética. 2ª edição. São Paulo: Manole, 2006.


9. PSICOLOGIA SOCIAL E DO TRABALHO

Carga horária total: 40 h/a – 33 h

EMENTA: Os aspectos psicológicos no ambiente de trabalho e nas relações humanas.

CONTEÚDOS:
• Comportamento humano no ambiente do trabalho;
• Correntes da Psicologia;
• Processo de comunicação humana: códigos verbais e não verbais, determinantes culturais e sociais;
• Comportamento humano nas organizações formais e informais;
• Papéis sociais e formação da identidade, da auto-imagem e auto-estima;
• Percepção grupal e autopercepção;
• Processos grupais: fenômeno da liderança, modalidade de liderança para a coesão, cooperação e competição grupal;
• Motivação humana: modelos explicativos.

BIBLIOGRAFIA
BOM SUCESSO, E. de P. Relações Interpessoais e Qualidade de Vida no Trabalho. Rio de Janeiro: QualityMark, 1992
MINICUCCI, A. Dinâmica de Grupo: Teorias e Sistemas. São Paulo: Atlas, 1982.
MOSCOVICI, F. Desenvolvimento Interpessoal: Treinamento e Grupo. Rio de Janeiro: José Olympio, 2003.
MOSCOVICI, F. Equipes Dão Certo: A Multiplicação do Talento Humano. Rio de Janeiro: José Olympio, 1996.
TAIFEL, H. Grupos humanos e categorias sociais (Vol. I e Vol. II). Lisboa: Horizonte, 1983.
VIGNERON, J. Comunicação Interpessoal e Formação Permanente – Série Saber. Coleção Formação permanente. São Paulo: Angellara Editora, 1997.

10. SERVIÇOS DE COZINHA PROFISSIONAL

Carga horária total: 160 h/a – 133 h

EMENTA: Formas de preparo e transformação dos alimentos por meio de técnicas dietéticas

CONTEÚDOS:
• Preparo dos alimentos e operações técnicas;
• Padrões de qualidade para aquisição de alimentos;
• Correção, conversão, per capta e rendimento dos gêneros alimentícios;
• Seleção e técnica do preparo dos alimentos;
• Padrões de qualidade para aquisição e custo dos alimentos;
• Tipos de facas e técnicas de afiação, técnicas de cortes e nomenclaturas, porcionamento de:
- frutas, legumes e verduras (FLV);
- carnes: bovina, suína, aves e miúdos, pescados, entre outras.
• Métodos de cocção;
• Conservas e compotas;
• Molhos para saladas;
• Saladas: simples, compostas, clássicas e coccionadas;
• Bases de cozinha:
- Sopas;
- Consomes;
- Molhos básicos;
- Derivados de molhos básicos;
• Doceria: Açúcares.
- Leite.
- Ovos na culinária e em docerias;
- Chocolate;
- Molhos e caldas;
- "Sorbets" e sorvetes;
- Cereais e grãos;
- Docinhos e bombons;
- Doces "diet e light";
- Cremes;
- Musses e merengues;
• Pastelaria: Massas.
- Massas batidas;
- Massas fermentadas;
- Massas folhadas;
- Massas líquidas;
- Massas quebradiças;
- Tortas;
• Preparações quentes:
- Batatas, tubérculos e legumes;
- Grãos e cereais;
- Massas;
• Classificação de hortaliças e frutas;
• Características sensoriais;
• Higienização dos alimentos;
• Técnicas e cortes de hortaliças e frutas:
- "Mise en place";
- Tipos de facas;
- Técnicas afiação;
- Cortes e nomenclaturas;
- Porcionamento;
• Conservas e compotas;
- Anti-pastos (Hors D'Overes);
- Manteigas compostas;
- Ervas e aromáticos;
- Molhos compostos para saladas: a base de azeites e de óleos;
- Saladas simples;
- Saladas compostas e clássicas;
- Saladas coccionadas;
- Patês, "dips", musses e canapés;
• Carnes:
- Identificação e classificação de carnes bovina, suína, caprina, ovina, exóticas, de aves e miúdos;
- características;
- Critérios de aceitação e rejeição das carnes;
- Embalagens - recebimento e armazenamento de carnes;
- Facas e utensílios para "boucher";
- Cortes e nomenclaturas;
- Preparações de marinadas e dessalgue de carnes;
• Identificação, classificação de pescados e frutos do mar – características;
• Critérios de aceitação e rejeição de pescados e frutos do mar;
• Cortes, técnicas de limpeza e nomenclaturas de pescados e frutos do mar;
• Dessalgue de pescados e camarões;
• Técnicas culinárias para pratos protéicos;
• Pratos à "la carte";
• Forno combinado;
• Sistema à "la carte";
• Prática em cozinha à "la carte";
• Sistema prato do dia;
• Tipos de cozinha;
• Prática em cozinha: prato do dia;
• Preparação de eventos e cozinha regional;
• Alimentação para pessoas com restrições alimentares.



BIBLIOGRAFIA
ARRUDA, G. A. Manual de boas práticas: unidades de alimentação e nutrição – Volume II. São Paulo: Ponto Crítico, 1998.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE REFEIÇÕES COLETIVAS (ABERC). Manual ABERC de práticas de elaboração e serviço de refeições para coletividades. São Paulo: 1998.
BRYAN, F.L. Análise de risco nas empresas de alimentos. Higiene Alimentar, 6 (21): 14-17, 1992.
DAVIES, C. A. Alimentos & Bebidas. Caxias do Sul: Educs, 1999.
FREUND, T. Técnicas de alimentos e bebidas. Rio de Janeiro: Infobook, 2000.
KINTON, R. Enciclopédia dos Serviços de Alimentação. São Paulo: Varella, 1998.
ORNELLAS, L. H. Técnica Dietética: Seleção e Preparo de Alimentos. São Paulo: Atheneu, 1995.
SEBESS, Mariana G. Técnicas de Cozinha Profissional. 2ª edição. São Paulo: SENAC, 2008.

11. SERVIÇOS DE SALA E COPA

Carga horária total: 120 h/a – 100 h

EMENTA: Estudo dos serviços à mesa, serviços de bebidas, regras de etiquetas à mesa, “mise-en-place” de salão e de mesa.

CONTEÚDOS:
• Organização operacional: divisão das praças, tipos de fluxos dos documentos administrativos;
• "Mise-en-place" de restaurante e mesas;
• Escolha dos alimentos e qualidade dos produtos;
• Organização de petiscos das mais variadas formas e combinações;
• Serviços especiais de massas, carnes e sobremesas;
• Elaboração de cardápios;
• Diferentes tipos de servir à mesa: pratos quentes e frios;
• Elementos para produzir um prato;
• Arrumação de espaços para eventos especiais;
• Montagem e ornamentação de mesas para buffet;
• Dominar e utilizar utensílios e equipamentos de serviços;
• Terminologia técnica utilizada;
• Regras de etiqueta à mesa;
• Técnicas de vendas e promoções aplicadas;
• Dobraduras de guardanapos;
• Denominações culinárias e terminologia dos pratos.

BIBLIOGRAFIA
BERNARDES, S. M. et al. Cardápio: Guia prático para a elaboração. São Paulo: Atheneu, 2001.
DAVIES, C. A. Alimentos & Bebidas. Caxias do Sul: Educs, 1999.
FREUND, T. Técnicas de alimentos e bebidas. Rio de Janeiro: Infobook, 2000.
GUERRIER, Y. Comportamento organizacional em hotéis e restaurantes. São Paulo, 2000.
Manual de serviço de garçom. São Paulo: SENAC, 1996.
Manual do Maitre. SENAC Nacional, 2000.
PACHECO, A. de O. Manual de Serviço do Garçom. São Paulo: SENAC, 2005.
Planejamento e organização de buffet. São Paulo: SENAC, 1989.
TEICHMANN, I. M. Cardápios: técnicas e criatividade. Caxias do Sul : EDUCS, 2000.


6. Matriz Curricular






7. Sistema de avaliação

A avaliação será entendida como um dos aspectos do ensino pelo qual o professor estuda e interpreta os dados da aprendizagem e de seu próprio trabalho, com as finalidades de acompanhar e aperfeiçoar o processo de aprendizagem dos alunos, bem como diagnosticar seus resultados, e o seu desempenho, em diferentes situações de aprendizagem.
Preponderarão os aspectos qualitativos da aprendizagem, considerada a interdisciplinaridade e a multidisciplinaridade dos conteúdos, com relevância à atividade crítica, à capacidade de síntese e à elaboração sobre a memorização, num processo de avaliação contínua, permanente e cumulativa.
A avaliação será expressa por notas, sendo a mínima para aprovação - 6,0 (seis).

b) Recuperação de estudos
O aluno cujo aproveitamento escolar for insuficiente será submetido à recuperação de estudos de forma concomitante ao período letivo.

c) Critérios de aproveitamentos de conhecimentos e experiências anteriores
Somente no Subsequente:
Art. 68 da Deliberação 09/06 CEE/PR.
O estabelecimento de ensino poderá aproveitar mediante avaliação, competência, conhecimentos e experiências anteriores, desde que diretamente relacionadas com o perfil profissional de conclusão da respectiva qualificação ou habilitação profissional, adquiridas:
• no Ensino Médio;
• em qualificações profissionais, etapas ou módulos em nível técnico concluídos em outros cursos, desde que cursados nos últimos cinco anos;
• em cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores, no trabalho ou por meios informais;
• em processos formais de certificação;
• no exterior.
- Solicitação e avaliação do aproveitamento de estudos:
• o aluno preencherá o requerimento solicitando o aproveitamento de estudos, considerando o perfil profissional do curso técnico e a indicação dos cursos realizados anexando fotocópia de comprovação de todos os cursos ou conhecimentos adquiridos;
• uma comissão de professores, do curso técnico, designada pela Direção fará a análise da documentação apresentada pelo aluno;
• mediante aprovação da comissão será indicado os conteúdos (disciplinas) que deverão ser estudadas pelo aluno a fim de realizar a avaliação, com data, hora marcada e professores escalados para aplicação e correção.
• Para efetivação da legalidade do aproveitamento de estudos será lavrado ata constando o resultado final da avaliação e os conteúdos aproveitados, na forma legal e pedagógica.
• Conforme consta no Adendo Regimental de Acréscimo nº 02 do Regimento Escolar, o aluno tem o prazo de um mês a contar a partir do primeiro dia letivo do início do curso para requerer aproveitamento de estudos.
Art. 69 da Deliberação 09/06 CEE/PR:
A avaliação, para fins de aproveitamento de estudos, será realizada conforme os critérios estabelecidos no Plano de Curso e no Regimento Escolar.







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